Obrigada(o) a Todas(os)!
No passado mês de Março vivemos em Setúbal a 16° edição, do Março Mulher.
IN Jornal de Setúbal
11.05.2009
No passado mês de Março vivemos em Setúbal a 16° edição, do Março Mulher. Sob a temática “Prevenção da Indiferença”, cerca de 40 entidades e voluntários realizaram 78 actividades. Números impressionantes e que traduzem não apenas o sucesso da iniciativa, mas que nos indicam que, ao contrário do que por vezes se afirma, continua a fazer sentido assinalar o Dia da Mulher. Embora nas últimas décadas sejam inegáveis as conquistas no âmbito da Igualdade de Género, muito há ainda por fazer, e parece ser a consciência desta realidade que motiva todas estas entidades e pessoas na construção do Março Mulher. A diversidade de entidades, voluntários e actividades desenvolvidas também indica a transversalidade desta temática e a sua priorização em vários sectores da sociedade.
Destacamos como exemplo, a iniciativa de cinco alunas da Escola Secundária Manuel Martins, que se propuseram a organizar uma manifestação contra a Violência Doméstica, lembrando as 48 mulheres assassinadas no nosso pais em 2008. Embora acolhida e apoiada pelo BMQ, SElES e UMAR, esta iniciativa, que juntou mais de uma centena de pessoas na Praça do Bocage no passado dia 27 de Março, nasceu da vontade e interesse de cinco jovens.
Este despertar para as questões de género e, neste caso especifico, para a problemática da violência sobre as mulheres, mostra que vale a pena continuar a apostar na sensibilização através de campanhas de rua, sessões de esclarecimento e outras acções, assim como reforça a necessidade de formar indivíduos e comunidades para a importância da participação cívica.
Em Portugal e no mundo, as mulheres continuam a sofrer inúmeras e indescritíveis violências, e juntamente com as crianças, são as que mais sofrem em contextos de crise. Senão, vejamos: 80% dos refugiados em todo o mundo são mulheres. e crianças (ACNIJR, 2001) e em 85% das zonas de conflito armado foi registado tráfico de mulheres e jovens raparigas (Save the Children, 2003). global mente são traficadas cerca de 700 mil pessoas por ‘ano, e mais uma vez a maioria são mulheres e crianças.
A globalização aproximou-nos e tornou-nos a todos e todas responsáveis. A constante circulação de informação e conhecimento não permite que fechemos os olhos. E importante e urgente agir e Setúbal parece ter agarrado este desafio.
A Equipa do Projecto
Bem Me Quero
Parceiros do Projecto:
SEIES - Sociedade de Estudos e Intervenção em Engenharia Social (entidade promotora e executora); APAV; Câmara Municipal de Setúbal; ISS; REAPN; UMAR.
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28.05.2009