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Morreu atropelada depois de empurrada do carro pelo namorado

Discussão fatal para jovem, de 22 anos, colhida por viatura de uma pastelaria. Polícia detém agressor no local.
FONTE: Jornal de Noticias 21.11.2008


Uma mulher de vinte e dois anos morreu esta quinta-feira atropelada, em São João da Talha (Loures). A jovem terá, alegadamente, sido empurrada para a estrada pelo namorado, após uma acalorada discussão. O homem foi detido.
Eram cerca das 5.30 horas e o casal vinha de uma saída à noite, mas o humor de ambos não era o melhor. O homem, de 28 anos, que conduzia o seu Mercedes, parou a viatura junto a uma bomba de gasolina da Avia, na Rua Alfredo Vitorino Costa. Então, já estalara uma discussão entre o casal.
Testemunhas contaram, ao JN, que o homem terá começado a bater na namorada, arremessou-a para a faixa de rodagem, e preparava-se para deixar o local sem a ela. Atrás, seguia uma viatura, de uma pastelaria, cujo condutor, surpreendido pela mulher, deitada na estrada, não conseguiu evitar o embate. O atropelamento foi violento, provocando a morte imediata da jovem.
Dada a hora a que ocorreu o acidente, poucas pessoas viram o sucedido. Ouvidos pelo JN, vários moradores da zona disseram ter ouvido barulho, mas não ligaram, dado ser normal juntarem-se grupos de jovens vindos da noite junto à bomba de gasolina.
A polícia terá sido alertada pela funcionária do posto de abastecimento que estava de serviço. Chegada ao local, deteve o namorado de Cátia Sofia, e identificou o condutor do veículo da pastelaria.
No Bairro Maroitas Norte, uma localidade vizinha do local do acidente, a notícia da morte de Cátia Sofia foi recebida com consternação e os contornos que assumiu constituíram grande surpresa para os habitantes. Era ali que a mulher, desempregada, vivia numa casa partilhada com os pais e três dos quatro irmãos.
"Nunca vi nada que me levasse a crer que eles se dessem mal", disse um vizinho, ao JN. "Via-os passar os dias juntos e parecia tudo normal." Segundo alguns habitantes do pacato bairro de moradias, a família da jovem vivia ali há pouco mais de um ano, de onde viera da casa que habitavam na localidade vizinha da Portela de Azóia. Talvez por isso Cátia, os pais e os irmãos não tivessem um relacionamento próximo com muitos moradores da zona. Várias das pessoas da própria rua da vítima nunca tinham sequer falado com alguém daquela família, confirmaram ao JN.
Segundo os vizinhos, trata-se de uma família com poucos recursos económicos. "Eles terão algumas dificuldades financeiras, pelo que sei", disse, ao JN, uma moradora da zona, adiantando que, por essa razão, Cátia Sofia poderá vir a ser enterrada numa vala comum. Segundo a moradora, alguns habitantes de Portela de Azóia falam em fazer uma recolha de fundos para pagar o funeral da mulher. O JN não conseguiu confirmar esta informação junta da família da vítima.

26.11.2008

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