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O depoimento de 1 homem. fenómeno raro.

"É um massacre diário, vivo em pânico" "Tenho medo dela. Nunca sei o que ela vai fazer. Já me fez emboscadas de carro, escândalos em locais públicos e no meu trabalho. Até ameaças de morte já me fez".
FONTE: Jornal de Noticias 13.10.2008


Filipe vive em pânico por causa da perseguição que a ex-mulher, de quem está separado há quatro anos, continua a mover-lhe.
Ao longo dos mais de 30 anos que foram casados, os insultos foram constantes. Filipe habituou-se ao "génio muito violento" de Ana. "Acomodei-me, deixei andar, em nome de um conceito familiar que me é caro. Não queria que os meus filhos vissem os pais separados", conta o empresário. Mas a verdade é que eles cresceram a ver as cenas de violência familiar.
Os episódios de coacção psicológica eram diários, segundo relata Filipe. Insultos, ameaças, chantagem e "muitos vexames públicos", em restaurantes, festas e casas de espectáculos que o casal frequentava. De vez em quando, sucediam ataques físicos. "Atirava-me com o que tivesse à mão, garrafas, pratos ou outros objectos. Partia tudo lá em casa". As agressões só não aconteciam porque Filipe afastava-se para não haver confrontos físicos. "Parecia louca. Num momento, estava partir tudo. Minutos depois, estava a convidar para tomar um café como se nada tivesse acontecido", recorda.
O casamento acabou por iniciativa de Ana, que abandonou o lar, sem explicações, segundo Filipe. Em três meses, o divórcio estava assinado porque ele concordou com a divisão que ela fez dos bens do casal. Parecia que Filipe teria, finalmente, paz. Puro engano.
Logo que o empresário restabeleceu a sua vida social e começou a sair com outras mulheres, cerca de seis meses depois do divórcio, Ana montou aquilo que ele diz ser uma "perseguição diária". Telefona-lhe todos os dias e, se ele não atender, corre os locais onde ele costuma estar, incluindo o local de trabalho, onde já chegou ao ponto de provocar danos.
E, caso saiba que ele tem companhia feminina, não se inibe de aparecer e insultar quem o acompanha. "Já perdi amizades por causa dos escândalos dela", lamenta Filipe que, actualmente, já evita conviver por receio do que ela possa aprontar.
"Ela vigia todos os dias a minha porta para saber se estou em casa. É um massacre diário."

26.11.2008

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