MATOU A MULHER NO MEIO DA RUA COM TRÊS FACADAS
Um indivíduo matou a mulher com três facadas. O crime ocorreu no meio da rua, a poucos metros do local onde ela trabalhava, em Brejos de Azeitão(Setúbal). O homem tentou suicidar-se. O motivo pode ter sido passional.
FONTE: Jornal de Noticias 28.09.
O homicídio ocorreu cerca das 21.20 horas de anteontem, no exterior do estabelecimento "A Casinha da Lasanha", onde a vítima, de 30 anos, trabalhava há mais de um ano.
O casal, Edjane Ferreira e Roberto, que não viviam juntos há algum tempo, tem dois filhos, de 7 e 10 anos, que residem no Brasil, entregues a familiares.
A polícia suspeita que tenha havido um desentendimento ou discussão entre os
dois e que o motivo do crime tenha sido passional. "Ele bebia e, de vez em quando, perdia a cabeça. Ela dizia que não podia viver assim, porque ele a
tratava mal, mas ele não admitia que ela não pudesse estar com ele",
comentou, ao JN, Maria da Conceição Cavalheiro, proprietária do restaurante
onde Edjane trabalhava. "A minha empregada veio cá fora atender o marido e
ele esfaqueou-a", pormenoriza, referindo que ambos eram boas pessoas, apesar
do problema de Roberto com o álcool.
Tudo se passou na Rua de S. Gonçalo, em Brejos de Azeitão, uma das vias principais daquela localidade. Pela porta das traseiras, Edjane aproveitou um momento em que não se encontravam clientes no estabelecimento para prestar alguma atenção ao ex-marido. E acabou por ser surpreendida por Roberto, que a atingiu com três facadas no tórax e tentou depois suicidar-se, desferindo vários golpes em si próprio. A mulher teve morte quase imediata.
De acordo com fonte da GNR, o homem, que aparentava ter entre 30 a 35 anos,
não tinha qualquer documento de identificação. "Foi transportado, ferido, com vários cortes no corpo, e sob detenção, para o Hospital de Setúbal, onde será submetido a primeiro interrogatório", avançou a mesma fonte. O JN tentou sem êxito obter informações sobre o estado clínico de Roberto junto daquela unidade hospitalar.
As investigações estão a cargo da Polícia Judiciária, que esteve no local a recolher as provas do crime. O JN sabe que um militar da GNR de Azeitão terá
sido testemunha ocular de parte do crime, o que pode ajudar nas averiguações.
26.11.2008